quarta-feira, 9 de março de 2011

A sigla BDSM se dividem em quatro subgrupos:







·       O conceito fundamental sobre o qual o BDSM se apóia é que as práticas devem ser SSC (São, Seguro e Consensual), nenhuma pratica pode causar perigo para a escrava, então deverá ser estudadas e pesquisadas pelo Dominador, porque será exclusivamente responsabilidade dEle o excesso.

 


Bondage e Disciplina = Bondage na verdade conforma as práticas de escravização. Popularmente usado para referir-se a atividades de imobilização com cordas, lenços, algemas de couro ou metal, tornozeleiras, "spread bars" (barras de alargamento que servem para manter pernas e braços abertos visando à imobilização do(a) parceiro(a). Todas as "cenas" de Bondage remetem ao tema básico: o cativeiro. Dentro dos grupos e comunidades de BDSM (bondage e sadomasoquismo) existe uma regra básica de segurança, definindo que imobilizações ou "amarrações" só são feitas do tórax para baixo. Cabeça e pescoço são áreas proibidas devido à possibilidade de asfixia. Dentro do S.S.C. há um limite de tempo para se deixar alguém imobilizado, em decorrência da possibilidade de isquemia tecidual, ou seja, da falta de irrigação sangüínea em uma área. Algumas pessoas acham extremamente sensual a situação de estarem imobilizadas, à mercê de outrem. Estar fisicamente imobilizado dentro de um contexto de consensualidade dá a possibilidade para os aficcionados de experienciar sua sexualidade livremente, o que, talvez, de outro modo, estas pessoas poderiam não ser capazes de se permitir em virtude de questões morais ou de educação. Bondage pode ser também visto como a transferência da responsabilidade para quem coordena a ação.

Dominação e Submissão: Dominação é a probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato seja por respeito, por amor, por medo ou mesmo pela dor, O "D" do BDSM. Também é: punição, disciplina estruturada visando treinar o submisso(a), componentes de jogos de castigo/recompensa. A definição de Disciplina dentro do BDSM é muito ampla e será tratada em trabalho à parte. A submissão não é mera obediência externa. Submissão é prestar obediência inteligente a uma outro. É exteriorizar um espírito submisso, mesmo quando ninguém está por perto. É renunciar à opinião própria quando se opõe à orientação daquele que exerce autoridade sobre nós. Quando aceitei o mando do Senhor Dono de mim sobre minha vida. Quando verdadeiramente aceitei teu mando, teu querer, quando busco em teu prazer o meu prazer. Quando sou submissa às direções e orientações que recebo de Senhor e Dono de mim. Ser submissa não aniquila, nem casta a personalidade de ninguém. Pelo contrário, realça a vida de qualquer um. A submissão é o amor entrega, doação, aquele que extrapola o romântico. O amor que desemboca inevitavelmente em gestos concretos, não em meras confissões, que se exteriorizam da boca para fora. É ser honesta no nível moral do seu relacionamento e principalmente com seus sentimentos, é não ter medo de assumir desejos e vontades. Não se pode fazer muita coisa se entregar apenas noventa e nove por cento da sua vida a Ele. Entendo que se um por cento da nossa vida que não for entregue, vai ser controlada por duvidas e medos. Fazer uma entrega total da minha vida, acreditar em tua guia, em teu mando é o que preciso para experimentar uma nova dimensão neste tipo de  relacionamento.



Sadismo e Masoquismo/ou Sadomasoquismo: O termo sadismo deriva do nome do escritor e filósofo francês Donatien Alphonse François de Sade (Marquês de Sade), e denota a excitação e prazer provocados pelo sofrimento alheio. O foco do sadismo sexual envolve atos (reais, não simulados) nos quais o indivíduo deriva excitação sexual do sofrimento psicológico ou físico (incluindo humilhação) do parceiro. Enfim é o prazer em submeter outrem a dor e sofrimento pelo seu próprio poder. Alguns indivíduos com este tipo de desejo  se sentem perturbados por suas fantasias sádicas, que são simuladas ou invocadas durante a atividade sexual, mas não efetivamente concretizadas. Nesses casos, as fantasias sádicas envolvem, habitualmente, o controle completo ou parcial sobre a escrava, que se sente aterrorizada ante o ato sádico iminente. Outros indivíduos sádicos compartilham seus impulsos sádicos com parceiros masoquistas, que sentem prazer (ou ao menos consentem) em sofrer dor ou humilhação. Este tipo de relação, onde as duas tendências se complementam, é denominada sadomasoquista. Outros, finalmente, colocam em prática seus anseios sexuais sádicos com vítimas que não dão consentimento aí não é BDSM, por que para ser tem que ser CONSENSUAL. Em todos esses casos, o que causa excitação sexual ao indivíduo sádico é o sofrimento real ou potencial daquela que se submete. As fantasias ou actos sádicos podem envolver actividades que indicam o domínio do indivíduo sobre a vítima (por ex., forçar a vítima a rastejar ou mantê-la em uma jaula). Os indivíduos podem também atar, vendar, dar palmadas, espancar (com responsabilidade para não  causar seqüelas), chicotear, beliscar, bater, estuprar,   MAS TUDO DENTRO DO SSC, tem que ser seguro  PARA SER BDSM. 
Masoquismo é uma tendência  , pela qual uma pessoa busca prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente. Em um sentido extenso pode-se considerar como masoquismo também a forma de prazer com a humilhação verbal . O termo masoquismo deriva do escritor austríaco Leopold von Sacher-Masoch.
O masoquismo é uma tendência oposta e complementar ao sadismo. Uma relação onde as duas tendências se complementam é denominada sadomasoquista se tiver dentro do SSC aí sim é BDSM
A denominação masoquismo define o prazer sexual relacionado com o desejo de sentir dor no corpo, será mediante a humilhação e dominação, o termo foi descrito pelo médico alemão Kraft Ebbing. Entretanto, verifica-se que em muitos casos o prazer não advém exatamente da sensação corpórea de dor, mas sim de uma situação de inferioridade perante o parceiro sexual. Atualmente o masoquismo está incorporado às subculturas SM (sadomasoquismo) e BDSM, como uma forma de expressão sócio-sexual coletiva ou individual.
Apenas para frisar qualquer prática está baseada no credo do São, do Seguro e do Consensual (SSC). Toda e qualquer ação fora destes conceitos deixa de ser erótica e prazerosa, tornando-se patológica.

Como sinhá moça vê o BDSM!

Conhecer o BDSM pra mim foi um renascimento.
Antes  de 2007 quando eu não imaginava sua existência me sentia frustrada, mesmo me encontrando feliz nos relacionamentos vividos.
 Porém as fantasias de submissão e escravidão que invadiam minha mente acabavam por me chocar, pois sempre em meu intimo imaginava ser imoral, irracional e totalmente impossível serem realizados os pensamentos que em mim afloravam.

Pensar e desejar ter um “Dono” e que este teria o direito “pleno” sobre mim, findando assim minhas vontades,  desejos e opções !? Parecia-me um tanto quanto insano e a beira do absurdo, então ocultei tais desejos no mais intimo de minha alma, desejos estes que começaram já  na minha adolescência.

Na hora de prazer a dois (relação baunilha= a convencional), eu fechava meus olhos e imaginava  estar sendo usada por Ele e satisfazê-lo era minha obrigação, independente do meu prazer. Até mesmo porque a idéia era a satisfação do Dono “imaginário”.

Mas a vida foi passando e a mutação é algo automática na vida das pessoas, me vi sozinha e sem nenhuma vontade de iniciar um novo relacionamento. Como meu trabalho exige estar conectada, um dia resolvi entrar em uma sala de bate papo.
Varias opções havia para estar dentro, olhei a de sexo, mas suas sub-salas eram fetiches, bizarros e sadomasoquismo.
Eu não tenho nada contra as bizarrices e nada a favor também. Também não vejo que está dentro do SSC.
Quanto a fetiches eu percebi de maneira pratica que os fetichistas estão e não são - eu sempre quis ser, dentro e fora de uma sessão e assim o fetiche  não me chamou atenção.
O sadomasoquismo eu sempre soube o que era, são pessoas que se atraem no “bater e apanhar” e isso não me atraia, o que me atraia era a idéia de ser posse, propriedade, objeto de um ser superior a mim ....  
Mas por pura falta de opção resolvi entrar em sadomasoquismo, ao clicar vi que ainda havia sub – sala ... escravas ... nossa,  um arrepiou desceu pela minha coluna e refletiu em meu estomago.
Fiquei catatônica por pelo menos 2 horas! Era isso que eu sempre quis, pensei e desejei... algumas escravas chamando os Dominadores de Dono,  Senhor e Mestre, elas tratavam os mesmos com respeito, amor, submissão e admiração.

Hoje já depois de 04 anos que estou no meio, com propriedade digo que sou uma escrava masoquista real e que isso já faz parte da minha vida. Não se faz uma submissa-escrava, apenas se encontra e existe uma porta que após passar por ela dificilmente terá retorno. Sou escrava e não estou escrava.
Com este blog vou explanar o que vivi até aqui no meio BDSM, aceito criticas as construtivas ficarei feliz e quanto às destrutivas com certeza servirá para me fazer pensar melhor.




 CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES SOBRE
 AS PRÁTICAS DE BDSM


 
O BDSM tem o intuito de trazer prazer sexual através da troca erótica de poder, que pode ou não envolver dor, submissão, tortura psicológica, cócegas e outros meios.
A prática  provocada pelo(a) Dominador(a) e sentida pelo(a) Submisso(a). Muitas das práticas BDSM são consideradas, num contexto de neutralidade ou não sexual, não agradáveis, indesejadas, ou desvantajosas. Por exemplo: dor, a prisão, a submissão e outras são, geralmente, infligidas nas pessoas contra sua vontade, provocando essas sensações desagradáveis.
No  contexto BSDM, estas práticas são levadas a cabo com o consentimento mútuo entre os participantes, levando-os a desfrutarem mutuamente.
O conceito fundamental sobre o qual o BDSM se apóia é que as práticas devem ser SSC (São, Seguro e Consensual).
As praticas do BDSM não envolvem necessariamente a penetração mas, de forma geral, o BDSM é uma atividade erótica e as sessões geralmente são permeadas de sexo.
 Em geral o limite pessoal de cada um não é ultrapassado, apesar de pedir para o dominador parar não adianta pois faz parte, para esse fim é utilizada a SAFEWORD (palavra de segurança) que é pré-estabelecida entre as partes.
BDSM é  Sexo Seguro aos praticantes responsáveis e maduros do BDSM primam pela segurança nos relacionamentos, envolvendo ou não sexo. Especialmente quando as práticas envolvam uso de instrumentos que possam ferir a pele da pessoa submissa.
Quando o relacionamento envolvendo sexo se dá de forma não-exclusiva, com múltiplos parceiros, é absolutamente essencial a utilização de proteção de barreira do tipo "camisinha", seja ela masculina ou feminina.
Além disso há procedimentos para limpeza e esterilização de instrumentos que sejam usados por mais de uma pessoa, evitando, dessa forma, possibilidade de propagação de doenças, sejam ou não DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), sendo essencial o uso de preservativo ou senão, apresentação de exames médicos feito regularmente pelo Dono e pela escrava.


3 comentários:

  1. sinhá moça, olá.
    Belo blog. Muito conteúdo. Uma fonte a mais para enriquecer o nosso universo BDSM com informações.
    Parabéns!
    <>beijos<>
    Sádico-SC

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