Como sinhá moça vê o BDSM!
Conhecer o BDSM pra mim foi um renascimento.
Antes de 2007 quando eu não imaginava sua existência me sentia frustrada, mesmo me encontrando feliz nos relacionamentos vividos.
Porém as fantasias de submissão e escravidão que invadiam minha mente acabavam por me chocar, pois sempre em meu intimo imaginava ser imoral, irracional e totalmente impossível serem realizados os pensamentos que em mim afloravam.
Pensar e desejar ter um “Dono” e que este teria o direito “pleno” sobre mim, findando assim minhas vontades, desejos e opções !? Parecia-me um tanto quanto insano e a beira do absurdo, então ocultei tais desejos no mais intimo de minha alma, desejos estes que começaram já na minha adolescência.
Na hora de prazer a dois (relação baunilha= a convencional), eu fechava meus olhos e imaginava estar sendo usada por Ele e satisfazê-lo era minha obrigação, independente do meu prazer. Até mesmo porque a idéia era a satisfação do Dono “imaginário”.
Mas a vida foi passando e a mutação é algo automática na vida das pessoas, me vi sozinha e sem nenhuma vontade de iniciar um novo relacionamento. Como meu trabalho exige estar conectada, um dia resolvi entrar em uma sala de bate papo.
Varias opções havia para estar dentro, olhei a de sexo, mas suas sub-salas eram fetiches, bizarros e sadomasoquismo.
Eu não tenho nada contra as bizarrices e nada a favor também. Também não vejo que está dentro do SSC.
Quanto a fetiches eu percebi de maneira pratica que os fetichistas estão e não são - eu sempre quis ser, dentro e fora de uma sessão e assim o fetiche não me chamou atenção.
O sadomasoquismo eu sempre soube o que era, são pessoas que se atraem no “bater e apanhar” e isso não me atraia, o que me atraia era a idéia de ser posse, propriedade, objeto de um ser superior a mim ....
Mas por pura falta de opção resolvi entrar em sadomasoquismo, ao clicar vi que ainda havia sub – sala ... escravas ... nossa, um arrepiou desceu pela minha coluna e refletiu em meu estomago.
Fiquei catatônica por pelo menos 2 horas! Era isso que eu sempre quis, pensei e desejei... algumas escravas chamando os Dominadores de Dono, Senhor e Mestre, elas tratavam os mesmos com respeito, amor, submissão e admiração.
Hoje já depois de 04 anos que estou no meio, com propriedade digo que sou uma escrava masoquista real e que isso já faz parte da minha vida. Não se faz uma submissa-escrava, apenas se encontra e existe uma porta que após passar por ela dificilmente terá retorno. Sou escrava e não estou escrava.
Com este blog vou explanar o que vivi até aqui no meio BDSM, aceito criticas as construtivas ficarei feliz e quanto às destrutivas com certeza servirá para me fazer pensar melhor.
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES SOBRE
AS PRÁTICAS DE BDSM

O BDSM tem o intuito de trazer prazer sexual através da troca erótica de poder, que pode ou não envolver dor, submissão, tortura psicológica, cócegas e outros meios.
A prática provocada pelo(a) Dominador(a) e sentida pelo(a) Submisso(a). Muitas das práticas BDSM são consideradas, num contexto de neutralidade ou não sexual, não agradáveis, indesejadas, ou desvantajosas. Por exemplo: dor, a prisão, a submissão e outras são, geralmente, infligidas nas pessoas contra sua vontade, provocando essas sensações desagradáveis.
No contexto BSDM, estas práticas são levadas a cabo com o consentimento mútuo entre os participantes, levando-os a desfrutarem mutuamente.
O conceito fundamental sobre o qual o BDSM se apóia é que as práticas devem ser SSC (São, Seguro e Consensual).
As praticas do BDSM não envolvem necessariamente a penetração mas, de forma geral, o BDSM é uma atividade erótica e as sessões geralmente são permeadas de sexo.
Em geral o limite pessoal de cada um não é ultrapassado, apesar de pedir para o dominador parar não adianta pois faz parte, para esse fim é utilizada a SAFEWORD (palavra de segurança) que é pré-estabelecida entre as partes.
BDSM é Sexo Seguro aos praticantes responsáveis e maduros do BDSM primam pela segurança nos relacionamentos, envolvendo ou não sexo. Especialmente quando as práticas envolvam uso de instrumentos que possam ferir a pele da pessoa submissa.
Quando o relacionamento envolvendo sexo se dá de forma não-exclusiva, com múltiplos parceiros, é absolutamente essencial a utilização de proteção de barreira do tipo "camisinha", seja ela masculina ou feminina.
Além disso há procedimentos para limpeza e esterilização de instrumentos que sejam usados por mais de uma pessoa, evitando, dessa forma, possibilidade de propagação de doenças, sejam ou não DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), sendo essencial o uso de preservativo ou senão, apresentação de exames médicos feito regularmente pelo Dono e pela escrava.